quinta-feira, 29 de setembro de 2011

No dia 05 de outubro - Maringá terá Lançamento do Comitê Regional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida!

 O líder nacional do MST João Pedro Stédile estará em Maringá para o lançamento do Comitê e da Campanha Nacional.
 

Agende-se!


ATENÇÃO PARA O LOCAL:
Na Associação dos Funcionários da UEM Av. Colombo, 5790 - Bloco 06
AGROTÓXICO MATA!

 Foi a partir desse alerta que foi realizado o Seminário Nacional contra o uso dos Agrotóxicos, em setembro de 2010. Movimentos sociais, ambientalistas, organizações ligadas à área da saúde, pastorais sociais, estudantes e pesquisadores das universidades aprofundaram o debate sobre os agrotóxicos.






Daí nasceu a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, que tem a tarefa de articular comitês nos estados, envolver o maior número de organizações, produzir material de agitação, fazer formação e trabalho de base.
Diversos movimentos sociais, associações, ONGs e demais organizações têm promovido, Brasil afora, a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.
A campanha já foi lançada em 12 estados, em todas as regiões do país, com diferentes atividades: audiências públicas no parlamento, feiras de produtos da Reforma Agrária, distribuição de alimentos produzidos sem agrotóxicos, seminários de estudos e atos públicos de denúncia.
Em Maringá, representantes de diversos movimentos sociais como a Escola Milton Santos, o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná, o GAAMA - Grupo de Agroecologia de Maringá, Representantes do Conselho Municipal da Saúde de Maringá e do Núcleo de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável da UEM, realizaram nesta terça 27, reunião para constituir uma comissão de trabalho que buscará outros apoios para o para o lançamento do Comitê e da Campanha na Região Noroeste do Paraná em evento marcado para o dia 5 de outubro, às 19h30m, na Universidade Estadual de Maringá.
Além do lançamento do Cômitê e da Campanha na Região Noroeste do Paraná haverá também o lançamento do documentário “O Veneno está na mesa” que você já pode baixar no linck abaixo.
Além do anúncio de calendário de mobilização e atividades da campanha.
Campanha ganha força no país inteiro
Cleber folgado, coordenador da secretaria nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, informou que já há comitês em mais de 20 estados brasileiros. “Envolvem desde ambientalistas a militantes de movimentos sociais, estudantil e sindical, além de acadêmicos”.
Para ele, o sucesso da campanha depende da responsabilidade de cada militante construí-la. “Estamos trabalhando com a capacitação de profissionais como os da área da saúde, por exemplo, e vamos estruturar também uma área jurídica, pois é necessário brigarmos também no campo institucional”, afirmou. Nesse ponto, a primeira vitória foi a proibição, por lei municipal, de pulverização aérea de veneno em Vila Valéria-ES.
Em nível nacional, a campanha reúne entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Pequenos Agricultores (MAB), Fundação Oswaldo Cruz, entre outras. O SINPAF é um das entidades organizadoras no Distrito Federal.
Como assistir ao filme:
O documentário está disponível no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg).
Para obter o DVD, entre em contato com a coordenação da campanha pelo e-mail contraagrotoxicosdf@gmail.com

Mapa do Local do Lançamento da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida!


Local do evento
 Associação dos Funcionários da UEM
AFUEMAssociação dos Funcionários da UEM
Av. Colombo, 5790 - Bloco 06
Maringá - PR

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lançamento do livro: Agrotóxicos no Brasil – um guia para ação em defesa da vida

O livro “Agrotóxicos no Brasil – um guia para ação em defesa da vida” traz informações importantes sobre a legislação, sobre programas de monitoramento de resíduos em alimentos, sobre como identificar, encaminhar, notificar e prevenir casos de intoxicação, sobre os processos de reavaliação toxicológica dos agrotóxicos autorizados no Brasil, entre outras. Essas informações são acompanhadas de orientações objetivas visando subsidiar ações práticas de combate às irregularidades, de melhoria dos mecanismos de controle e de resistência a este modelo de agricultura que envenena os campos, as cidades, a água, o ar e as pessoas.

A publicação do livro, de autoria de Flavia Londres, é uma promoção da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA).

O lançamento acontecerá às 18:30h do dia 28 de setembro, em Salvador – BA, durante o Encontro Nacional de Diálogo e Convergências (http://dialogoseconvergencias.org/ – Av. Amaralina, 111 – Hotel Vilamar).

A mesa de lançamento contará ainda com a participação de Luiz Cláudio Meirelles (Gerente Geral de Toxicologia da Anvisa), Dr. Pedro Serafim (procurador do Ministério Público do Trabalho e Coordenador do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos), Fernando Carneiro (professor da UnB e membro da Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva-ABRASCO) e Raquel Rigotto (professora da UFC e Coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde).

Contatos:
Flavia Londres: (21) 8734-0710
Denis Monteiro (ANA): (21) 2536-7390
Gabriel Fernandes (AS-PTA – ANA): (21) 2253-8317

Leia o livro Agrotoxicos no Brasil

Agrotóxicos: pulverização aérea tem fiscalização precária e regulamentação frágil

Agrotóxicos: pulverização aérea tem fiscalização precária e regulamentação frágil15% da área agrícola brasileira utilizam o serviço. Soja, algodão e arroz são as que mais recebem venenos de aeronaves

Fonte:
SINPAF - Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário SDS
Elizângela Araújo
SINPAF

Dados da Embrapa mostram que mesmo com calibração, temperatura e ventos ideais, a pulverização aérea deixa cerca de 32% dos agrotóxicos retidos nas plantas e 49% no solo, enquanto 19% se expandem para áreas circunvizinhas à da aplicação. Essa atividade atinge 15% da área agrícola do país, segundo estimativas do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Ainda de acordo com o Sindag, as operações se dão, principalmente, na produção de soja (54%), algodão (25%) e arroz.

A pulverização aérea foi debatida nesta quinta (22/9), na Câmara dos Deputados, numa mesa-redonda promovida pela Subcomissão Especial Sobre Uso de Agrotóxicos e suas Consequências à Saúde. Falaram sobre o assunto representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Sindag e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cada um sobre sua respectiva área. O debate deixou claro que o Estado brasileiro tem pouco controle sobre a pulverização aérea de venenos agrícolas e uma estrutura de fiscalização precária. Além disso, a legislação específica para o setor é frágil, como concluiu o deputado Padre João (PT-MG), relator da subcomissão.

O presidente do Sindag, Nelson Antonio Paim, defendeu o setor que representa argumentando que a pulverização terrestre também precisa de regulamentação, ressentindo-se do que acredita ser uma perseguição dos movimentos sociais à pulverização aérea. “Há uma legislação a qual nos submetemos, que mesmo sendo considerada frágil por alguns, nos obriga a prestar informações sobre nosso trabalho ao Ministério da Agricultura. Enquanto isso a aplicação de defensivos por chão não tem nenhuma regulamentação”.

Entre as obrigações do setor está a de não fazer pulverizações a menos de 250 metros de mananciais e 500 metros de povoados. No entanto, não há regras sobre distância de rodovias nem estimativas oficiais de denúncias sobre violações das normas. Para Padre João, a distância de 250 metros de mananciais é pouco. “Além disso, não há nenhuma restrição quanto à pulverização aérea próxima a rodovias. Vamos analisar toda essa legislação para propor uma regulamentação mais eficaz”, declarou.

Paim alertou que a quantidade de veneno aplicado por equipamento terrestre é muito maior do que a que é jogada por aviões, o que resultaria numa contaminação maior, principalmente do solo. Embora o Ministério da Agricultura não tenha dados oficiais sobre a área pulverizada por aeronaves no país, o chefe da Divisão de Mecanização do órgão, José Marçal, afirmou que as estimativas do Sindag são compatíveis com a base de dados do Mapa.


Gustavo Lima/Agência Câmara




Fiscalização precária

De acordo com o representante do MAPA, há 350 empresas de aviação agrícola e 130 produtores rurais proprietários de aeronaves registrados no órgão. O registro é obrigatório. A fiscalização, porém, está bem aquém desse universo. São 70 fiscais para cobrir todo o país (lembrando que os estados não fiscalizam). “Precisamos contratar mais fiscais. Embora não haja parâmetros, há uma grande demanda reprimida, até porque muitos servidores que atuavam nessa área se aposentaram nos últimos anos”, alertou Marçal.

Embora tenham o objetivo primordial de defender o setor empresarial de aviação agrícola, as declarações de Paim certamente provocam uma reflexão sobre o modelo vigente de produção de alimentos e, principalmente, commodities. Elas apontam um problema cada vez mais denunciado pelos movimentos de defesa da agroecologia: a falta de regulamentação para o uso dessas substâncias comprovadamente causadoras de sequelas como câncer e malformação fetal, entre outras, além da poluição de solos e rios.

De acordo com Marçal, o MAPA não dispõe de parâmetros internacionais sobre regulamentação e fiscalização de pulverização aérea. Coube ao representante do Sindag informar aos parlamentares e espectadores da mesa-redonda que a atividade é amplamente utilizada no mundo inteiro. Segundo ele, a quantidade de agrotóxicos jogada de aviões, por hectare, é bem menor do que nos Estados Unidos, por exemplo. “Enquanto lá eles aplicam 60 litros por hectare, aqui utilizamos 10 litros para a mesma área”. Para ele, além de regulamentar a pulverização terrestre, o Brasil deve exigir dos fabricantes de venenos produtos menos tóxicos.

Assessores parlamentares e militantes de organizações defensoras da agroecologia presentes no evento questionaram o fato de haver várias denúncias, em todo o país, de despejo indiscriminado de veneno por aviões, inclusive em áreas urbanas. O próprio deputado Padre João lembrou o testemunho de um trabalhador rural ouvido pela subcomissão vítima de uma “duchada de veneno” que o teria deixado doente desde então.

Paim afirmou que a regra é que os operadores de aeronaves agrícolas obedeçam à legislação vigente, no entanto, afirmou que “infelizmente, em todas as atividades, há pessoas sem consciência”. “Realmente, em alguns momentos alguns operadores fazem absurdos, mas também temos que informar à sociedade que nem sempre o que cai do avião são substâncias tóxicas”.

Segundo José Marçal, são poucas as denúncias de pulverização irregular que chegam à ouvidoria do MAPA. Ele, porém, não apresentou dados que pudessem delinear melhor a situação. “Eventualmente recebemos denúncias e destacamos fiscais para investigar”, resumiu.


Luta contra pulverização aérea já apresenta vitórias

A pulverização aérea, segundo as empresas do setor, custa bem menos do que a aplicação com equipamento terrestre, além de cobrir uma área maior em menos tempo. Vantagens empresariais à parte, movimentos de luta contra o uso de venenos nas lavouras vêm conquistando cada vez mais espaço e até mesmo pressionando o poder público a aprovar leis proibindo a atividade. Em julho deste ano, o município de Vila Valéria, no Espírito Santo, proibiu o uso de aeronaves para aplicação de agrotóxicos. De acordo com o Movimento de Pequenos Agricultores, a meta é ampliar a proibição para outros municípios.

No Ceará, os ministérios públicos Federal, Estadual e do Trabalho ingressaram com ação civil pública na 15ª Vara da Justiça Federal, em Limoeiro do Norte, requerendo o fim imediato da pulverização aérea de agrotóxicos na Chapada do Apodi. A procuradora do trabalho de Limoeiro do Norte, Georgia Aragão, explica que a ação se baseia em dois documentos: relatório da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), que detectou contaminação da água, e pesquisa do departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará, que aponta problemas para o meio ambiente e para a saúde de trabalhadores e população.

“Foram registrados mais de 42 casos de câncer, número considerado grande para uma região com pouco mais de 70 mil pessoas”, declarou a procuradora em entrevista à imprensa local. O reforço vem do projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Heitor Ferrer propondo a proibição da pulverização aérea e o consumo e comercialização de agrotóxicos que já tenham sido banidos nos países de origem, que tramita na Assembleia Legislativa desde julho.


Subcomissão concluirá trabalhos em novembro

A subcomissão, proposta por Padre João, tem o objetivo de avaliar políticas implementadas para o setor e propor medidas sobre a comercialização, utilização, controle e fiscalização dos agrotóxicos e seus componentes, assim como o levantamento e análise de dados sobre a intoxicação, aposentadoria por invalidez, falecimento de trabalhadores rurais por uso dos agrotóxicos e suas consequências na saúde da população. O prazo final para a conclusão dos trabalhos é 24 de novembro.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Maringá e Região Noroeste do Paraná terá Lançamento de Comitê Regional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida!


AGROTÓXICO MATA!

Foi a partir desse alerta que foi realizado o Seminário Nacional contra o uso dos Agrotóxicos, em setembro de 2010.

Movimentos sociais, ambientalistas, organizações ligadas à área da saúde, pastorais sociais, estudantes e pesquisadores das universidades aprofundaram o debate sobre os agrotóxicos.


Daí nasceu a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, que tem a tarefa de articular comitês nos estados, envolver o maior número de organizações, produzir material de agitação, fazer formação e trabalho de base.
Diversos movimentos sociais, associações, ONGs e demais organizações têm promovido, Brasil afora, a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.



A campanha já foi lançada em 12 estados, em todas as regiões do país, com diferentes atividades: audiências públicas no parlamento, feiras de produtos da Reforma Agrária, distribuição de alimentos produzidos sem agrotóxicos, seminários de estudos e atos públicos de denúncia.

Em Maringá, representantes de diversos movimentos sociais como a Escola Milton Santos, o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná, o GAAMA - Grupo de Agroecologia de Maringá, Representantes do Conselho Municipal da Saúde de Maringá e do Núcleo de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável da UEM, realizaram nesta terça 27, reunião para constituir uma comissão de trabalho que buscará outros apoios para o para o lançamento do Comitê e da Campanha na Região Noroeste do Paraná em evento marcado para o dia 5 de outubro, às 19h30m, Local a Confirmar  OBS: O local/auditório ainda a será confirmado e anunciado hoje

                Agende-se!
O evento contará com a presença de João Pedro Stédile
líder nacional do MST e membro do Comitê Nacional da Campanha.
Além do lançamento do Cômitê e da Campanha na Região Noroeste do Paraná haverá também o lançamento do documentário “O Veneno está na mesa” que você já pode baixar no linck abaixo. Além do anúncio de calendário de mobilização e atividades da campanha.
Campanha ganha força no país inteiro
Cleber folgado, coordenador da secretaria nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, informou que já há comitês em mais de 20 estados brasileiros. “Envolvem desde ambientalistas a militantes de movimentos sociais, estudantil e sindical, além de acadêmicos”.


Para ele, o sucesso da campanha depende da responsabilidade de cada militante construí-la. “Estamos trabalhando com a capacitação de profissionais como os da área da saúde, por exemplo, e vamos estruturar também uma área jurídica, pois é necessário brigarmos também no campo institucional”, afirmou. Nesse ponto, a primeira vitória foi a proibição, por lei municipal, de pulverização aérea de veneno em Vila Valéria-ES.
Em nível nacional, a campanha reúne entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Pequenos Agricultores (MAB), Fundação Oswaldo Cruz, entre outras. O SINPAF é um das entidades organizadoras no Distrito Federal.


Como assistir ao filme:


O documentário está disponível no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg).


Para obter o DVD, entre em contato com a coordenação da campanha pelo e-mail contraagrotoxicosdf@gmail.com.


Link direto em: http://www.sinpaf.org.br/modules/smartsection/item.php?itemid=476

Organização:
 


Nucleo de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável da UEM





Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida!

Escola Milton Santos de Maringá convida para reunião de Organização de lançamento da Campanha em Maringá

Com o objetivo de organizar o lançamaneto da Campanha em Maringá, estamos convocando a todos e todas para uma reunião em caráter de urgência, para HOJE, TERÇA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO, ÀS 18 H, NA UEM, BLOCO 21, SALA DO NADS. Nossa proposta é aproveitarmos a vinda do companheiro João Pedro Stédile a Maringá, no dia 5 de outubro (semana que vem!), para marcar com uma conferência o lançamento da Campanha.
Diversos movimentos sociais, associações, ONGs e demais organizações têm promovido, Brasil afora, a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.
A campanha já foi lançada em 12 estados, em todas as regiões do país, com diferentes atividades: audiências públicas no parlamento, feiras de produtos da Reforma Agrária, distribuição de alimentos produzidos sem agrotóxicos, seminários de estudos e atos públicos de denúncia.
Enviamos, nos links abaixo, mais informações. Esperamos contar com a presença de todos amanhã. Abraços,
Escola Milton Santos
Coordenação Político Pedagógica

Dominique Michèle Perioto Guhur
Maringá - Paraná

sábado, 17 de setembro de 2011

REAJUSTE DA TARIFA DO TRANSPORTE EM MARINGÁ

Renato Victor Bariani
- Maus caminhos, maus encontros.
O desequilíbrio no interesse público e a desregulamentação da “nova(?)” concessão do serviço de transporte coletivo em nossa cidade, motivado por interesses privados como é demonstrado nos meios e nos métodos que conduziram a licitação do transporte em Maringá denuncia grandes dificuldades para o presente e também para o futuro, numa gestão publica equilibrada do sistema. Se antes o contrato existente para o serviço de transporte de passageiros urbano era leonino e garantiu um longo período de monopólio para a TCCC e impossibilitava ações positivas do poder público para uma regulamentação que garantisse um serviço de qualidade, confiável e com preço justo, o atual não é diferente.
Com vemos em apenas 3 meses de duração, permitiu que o poder concedente (que é representado pelo Sr. Prefeito Municipal), por motivos desconhecidos, mas sabidos, premiar a operadora concedendo-lhe uma majoração antecipada de 10 meses no valor da tarifa.
Não foi possível encontrar nos dicionários da nossa língua um substantivo que melhor qualificasse este ato do Prefeito Municipal que homologou a majoração da tarifa do transporte público em Maringá do que a palavra “ROUBO”. Sabemos, preliminarmente, que dirigir esta palavra à autoridade máxima do poder executivo da cidade onde nascemos e escolhemos para morar é absolutamente constrangedor.
Ninguém gostaria de morar numa cidade e constatar que a autoridade máxima do seu município de moradia tenha atitudes desta natureza: a de tomar de outro o que não lhe pertence. É desejo nosso produzir este conteúdo para fins de uma reflexão política e técnica acerca deste aumento da passagem e julgamos o substantivo “ROUBO” pouco ou nada compatível para um texto sereno, mas ante a ausência de termo mais educado, adotamos tal substantivo.
Neste cenário avistamos duas ilicitudes gravíssimas. A primeira, o edital de licitação propositadamente tem sua estrutura eivada de vícios administrativos e técnicos configurando nítido ato desrespeitoso aos interesses dos passageiros, que constituem o principal objetivo do contrato de concessão. A segunda, e não menos grave, a ausência de instrumentos para a proteção do interesse econômico das partes envolvidas na pactuação. O contrato não tem instrumentos capazes de proteger os principais interesses dos passageiros: econômico e da qualidade dos serviços. Quem dirá então do conforto, da segurança, da higiene e da eficiência.
Trata-se de um contrato de prestação dos serviços absurdo. Sim, absurdo!!! Que contrato permitiria a majoração de valores de serviço em apenas 90 dias de vigência? Apenas um contrato absurdo permitiria a majoração da tarifa antes que os próprios propósitos estipulados no mesmo fossem cumpridos. Apenas um contrato absurdo permitiria a utilização de índices inflacionários anteriores ao mesmo e para vigência no período atual. Resta à cidade encontrar os meios para livrar-se deste mau encontro

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A 4ª Conferência Municipal de Juventude, os Estudantes e o Ato contra o aumento da passagem do transporte publico em Maringá.

A Juventude de Maringá terá uma oportunidade para debater as propostas de uma política pública efetiva e exigir que os governos municipais garantam os espaços públicos onde a organização social da Juventude possa expressar os seus talentos e curtir a sua vida com mais qualidade!
Com o objetivo de oportunizar o debate das questões pertinentes à juventude e de construção de propostas para melhorar a vida dos jovens do município, a Juventude de Maringá realiza nos dias 17 e 18 de setembro a 4ª Conferência Municipal de Políticas Públicas para a Juventude.
O  evento será realizado no campus da Universidade Estadual de Maringá e a programação terá início no sábado a partir das 7h30 no auditório DACESE, localizado próximo ao portão de acesso pela Rua 10 de Maio. Jovens com idade entre 15 e 29 anos e adultos que desenvolvem trabalhos com o público juvenil podem fazer o credenciamento antecipado, a partir de quinta-feira (15) pelo site www.cmjdemaringa.blogspot.com ou na sexta-feira, das 8h às 21h, no auditório Hélio Moreira, anexo a Prefeitura.
Também serão os eleitos os delegados que vão representar Maringá na etapa estadual da Conferência.


O Importante é que a juventude tenha consciência e faça o debate sobre as suas questões e opressões específicas e necessidades nos mais diversos segmentos como educação, trabalho, emprego, cultura, esporte, lazer e saúde. Que se faça uma avaliação do atual projeto político representado pela gestão da Prefeitura – que não se importa e não cria espaços e não tem interesse em elaborar políticas publicas que contemplem as necessidades de expressão, de cultura e de trabalho para a juventude de Maringá e dos demais municípios do Paraná!
Estarão participando da conferência centenas de jovens vindos de diversas entidades e organizações sociais e políticas de Maringá como: pastorais sociais, jovens que se organizam nos grupos de dança, teatro e outras formas de organização como: A CUFA – Movimento LGBT e de Direitos Humanos, a Juventude Camponesa, as juventudes partidárias, o movimento estudantil e outras...

Muitos alguns dizem que a conferência não merece ser considerada como um espaço de participação e discussão por se tratar de algo da Prefeitura de Maringá. A Conferência da Juventude é Nacional precedida de municipal e estadal, pelos critérios a obrigação inicial de convocá-la é das prefeituras, mas ela estará acontecendo em todos os municípios onde houver interesse e forem iniciativa da própria sociedade civil em convocá-las.
Também serão os eleitos os delegados que vão representar Maringá na etapa estadual da Conferência que será realizada também em Maringá, além da Nacional.

Considera-se uma Conferência um espaço de discussão onde o debate terá que acontecer com os jovens e entre os jovens.
Independentemente de a Conferência ser de obrigação (ou não) do poder público municipal e uma ação organizada pelo estado brasileiro. A Juventude precisa discutir quais são as suas necessidades e lutas e se organizar para buscá-las. Exigindo dos governantes que atendam as suas reivindicações! Construindo propostas sobre os diversos temas.
Não se considera que dialogar com as juventudes seja uma conciliação de classes apenas pelo fato de ter sido convocada pelo Estado.
É sim um espaço democrático para o debate dos diferentes pensamentos!

A Participação na Conferência de Juventude é uma oportunidade para politizar o debate sobre as questões estruturais do sistema capitalista que são a principal causa da opressão dos jovens.
Não tem como discutir emprego sem discutir a lógica capitalista de exploração do trabalho
 










Não tem como discutir meio ambiente sem relacionar a devastação do meio ambiente com exploração desenfreada dos  recursos naturais apenas visando o lucro.

Não tem como discutir a manutenção do jovem no campo sem discutir a necessidade de reforma agrária e melhores condições para produzir de forma sustentável e sem agrotóxico.





Não é possível construir uma sociedade democrática sem garantir o direito e a liberdade de expressão, a liberdade de opção. É preciso enfrentar e abolir a cultura do preconceito, da intolerância e da homofobia. Abolir o racismo e qualquer tipo de descriminação. É preciso respeitar a cultura dos povos, das comundades e dos grupos sociais.


É preciso respeitar as diferênças e cosntruir uma cultura de paz!
Não tem como discutir cultura sem reivindicar espaço e apoio às expressões da cultura popular e comunitária.

Não tem como discutir o modelo de desenvolvimento sem apresentar as mazelas do mundo capitalista e seu autoritarismo repressor e conservador!

Não tem como discutir acesso à Universidade Pública sem ver a necessidade de investimento no ensino público gratuito e de qualidade.

Não tem como e fica impossível organizar a juventude com posturas individualistas de grupos que se consideram o “farol da revolução”, mas que no fundo contribuem para a fragmentação e a desunião imposta pela cultura do individualismo do próprio sistema capitalista, expressa pelo sectarismo infantil de determinados ”Donos da Verdade”.








 
Uma atividade que irá debater as questões da juventude não pode ser ignorada por grupos ideológicos, por que não é possível que se faça uma revolução sem o povo e sem a juventude.

É HORA DE UNIÃO!
A Juventude que estará na 4ª Conferência Municipal de Juventude de Maringá dia 17 e 18 está disposta a discutir as suas questões coletivamente.
Espera-se bom senso para aceitar o debate, participando dele e propor a união da juventude chamando inclusive a união para a ação direta de manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus em Maringá.
É necessário que as juventudes se unam e participem do protesto contra os desmandos e o descaso do poder público municipal em relação à mobilidade urbana em Maringá
        Todos à Conferência de Juventude!








 
 
Contatos da Comissão Organizadora
Daniela Caroline Tinos Hernandes: 9942-7414;  
daniela.tinos@gmail.com Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo      
Gelinton Batista da Cruz: Fone: 9904-3445; 
gelinton@gmail.com




·        Todos ao Ato contra o aumento da passagem do transporte publica – Maringá.



Edson Pilatti
Núcleo de Agroecologia da Universidade Estadual Maringá.
Assessor do Deputado Federal Dr Rosinha para a Região Noroeste do Paraná.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PLENÁRIA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES MARINGÁ - RUMO A VITÓRIA MUNICIPAL EM 2012

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores realizará um processo público e participativo para a elaboração do Programa de Governo a ser apresentado à sociedade Maringaense em 2012.

Será um debate interno do PT - porém um debate participativo com todos os filiados.

Calendário:
A Primeira atividade será dia 18 de setembro - domingo 8h30m no Sede do SINTEEMAR. Rua Prof. Itamar Orlando Soares, 357 - Jardim Universitário - Maringá -

Dia - 18/9 - Avaliação da Atual Administração Municipal
Dia 02/10 - Exposição do programa anterior e encaminhamentos com o
Diretório e setoriais.

Companheiros e Companheiras
Estamos nos aproximando das eleições municipais e como queremos governar novamente essa cidade precisamos da nossa militância a todo vapor.
O diretório já fez um planejamento eleitoral e constituiu o GTE/ 2012 - GRUPO DE TRABALHO ELEITORAL .

Agora convocamos VOCÊ filiado(A) para começar a contribuir neste processo.
Estaremos realizando a I PLENÁRIA RUMO A VITÓRIA MUNICIPAL EM 2012
DATA: 18/09 - Domingo
HORÁRIO: 08h 30min
LOCAL: SINTEEMAR
SAUDAÇÕES PETISTAS
Mario Verri
Presidente do PT



--
Partido dos Trabalhadores
Maringá PR
Vote - 13

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A CORRUPÇÃO, A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA E OS VEREADORES DE MARINGÁ!

A Sociedade espera que haja maior controle da população sobre os governantes e seja erradicada de uma vez por todas a corrupção e o desvio dos recursos nas administrações públicas! É um "clamor" de todos!
Assistimos nos últimos dias uma campanha publicitária contra o aumento de Vereadores em Maringá! Amanhã a Câmara de Vereadores vai votar sobre a questão do aumento - ou não! Tudo está indicando que vai ficar como está em 15! Não tem mais volta!
Então, diga-se o que todos percebem, mas que poucos querem assumir ou tem coragem de dizer!
A Campanha está sendo organizada pelo mesmo grupo da sociedade que tem o interesse de controlar (manter o controle) e o "uso do legislativo" aos seus interesses econômicos e políticos.
Mesmo sabendo que a população não quer o aumento, minha consciência não me permite calar e assim, de outra forma, pelo silêncio, concordar com isso!

Omitir-se é permitir que a sociedade fosse induzida por interesses que não são nobres e nem saudáveis para a própria população! Temos que ter coragem e assumir a responsabilidade de alertar a sociedade sobre a verdade!
O verdadeiro sentido de existirem os poderes é em essência a própria compreensão do necessário funcionamento do sistema democrático! A Independência dos Poderes (Executivo - Legislativo e Judiciário) é base para o equilíbrio da ordem democrática!
Pensar que a sociedade terá o controle e a garantia do "bom uso" ou possa impedir o desvio ou o “mau uso” do dinheiro público sem os Vereadores, legítimos representantes do povo, eleitos pela confiança do líder local e comunitário, é um grande engano!
Como ficar sabendo e fazer uma denúncia do que está ocorrendo?
O Vereador tem a necessária independência política e econômica para manter os seus vínculos comunitários e não trair seus eleitores, votando a favor dos interesses que são para o bem comum e não por interesses econômicos e dos poucos donos do capital da cidade!
Os nossos representantes no legislativo, apesar de uma maioria de eleitos pelos próprios donos do capital da cidade compondo uma maioria que está alinhada à corrupção das famílias de poderosos, são eles, os Vereadores os únicos que tem acesso às informações e tem poder para requerê-las, podendo fazer a denúncia e controlar de fato a indecência dos políticos patrimonialistas* (Uso das funções públicas para benefícios privados)
Basta ver como foram desvelados os mais diversos casos de corrupção - Eles surgiram pelas denúncias!!!

A exploração do sentimento anticorrupção é na verdade uma manipulação cruel sobre os desinformados eleitores, pois são os desvios da administração pública e não o gasto (que para mim é investimento) com Vereadores o verdadeiro vilão da historia! Todos sabem disso! A nossa consciência nos cobra uma coerência!
O Povo de Maringá está sendo iludido com o conto preconceituoso da visão de que todos os políticos não prestam! Pena o povo não perceber que são os próprios CORRUPTORES que MASCARADOS de Sociedade Civil Organizada estão patrocinando esse ABSURDO!
Admira-me setores honestos da Igreja Católica aderir de forma a não refletir sobre os reais interesses e não perceber o verdadeiro interesse do movimento contra os políticos, corroborando para aprofundar a visão de que TODOS OS POLÍTICOS NÃO PRESTAM!
Considerar-me-ia um “pecador” se não fizesse o que considero correto!
Estamos vendo os casos de verdadeiros "Negócios" acontecendo em Maringá. Não é possível que eles sejam vistos como normais pela sociedade! Como direito de pessoas “iluminadas por Deus” e que construíram os seus gordos patrimônios como privilegiados de competência e sabedoria! Como disse a campanha da Fraternidade do Ano Passado! “ Não se pode servir a Deus e ao Dinheiro”
Podemos relacionar alguns desses “Negócios” em Maringá!
1. A Dita Sociedade Civil Organizada não se importa com: a proibição das Casas Geminadas que fez coro e tentou proibi-la, com o apoio do Prefeito. O Primeiro efeito da Lei de proibição das geminadas seria uma redução dos financiamentos do Minha Casa Minha Vida! Com o crescimento e aumento da família, o proprietário não poderá fazer a divisão das datas e ficará inviável acessar os financiamentos para novas construções para os filhos!
A redução da "oferta" de imóveis na cidade geraria um efeito de maior valorização dos mesmos! Pode-se concluir, portanto, que a “concepção é preconceituosa e conservadora”! Querem uma Maringá "Esteticamente Rica"! Para isso, retiram-se os “pobres" e/ou "classe média" de Maringá. Valorizam-se as atuais datas (imóveis) com aumento do valor de mercado dos seus respectivos empreendimentos imobiliárias, com maior procura e venda de apartamentos, melhorando os negócios dos donos de imóveis! A família do prefeito tem umas centenas deles para vender!

2. A Dita Sociedade Civil Organizada não se importa com: Uma Concessão Fraudulenta da do Transporte Público de Maringá, realizado na base de "acordos" com as famílias que controlam o poder local, como é o caso dos donos da TCCC e a sua relação dos atuais gestores políticos da cidade! Onde de forma ilegal acabamos de ver mais um aumento da tarifa, sendo ela ilegal e vergonhosa! Prejudicando ainda mais o sofrido povo trabalhador.

3. A Dita Sociedade Civil Organizada não se importa com: Uma cidade que faz uma proposta de Usina de Incineração do Lixo - em Nome de Gerar Energia! Contrariando a Política Nacional de Resíduos Sólidos e contrariando toda a tendência e necessidade Global de Preservar os Recursos Naturais através da Reciclagem. Maringá é uma das únicas cidades de Médio e Grande porte onde a Prefeitura não tem uma coleta seletiva pública!
“ A Terra Geme em Dores de Parto” Em Romanos, São Paulo diz: que “a criação foi submetida à vaidade – não por seu querer, mas por vontade daquele que a submeteu na esperança de ela também ser liberta da escravidão, da corrupção para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus” (8,21-21). O gemido da criação aparece hoje na deterioração do meio ambiente, consequência de uma exploração descuidada e, muitas vezes, gananciosa dos recursos do planeta.
Esses três exemplos seriam suficientes, mas não deixemos de lembrar outros não menos graves! A prefeitura não tem mais gestão – vemos gastos com viagens e diárias – vemos o aprofundamento do endividamento público – os parques e praças nos bairros estão abandonados e parque do Ingá ficou fechado por mais de dois anos, demonstrando incapacidade administrativa – ruas estão cheias de buracos – escolas infantis estão sem atendentes e com carência de atendimento da demanda – houve desvio de um milhão de reais da saúde – hospital municipal sem equipamentos – ausência de atendimento especializado no SUS – ausência de projetos e a não utilização dos recursos federais. E outras formas de corrupção e mau uso dos recursos públicos.
Vamos romper o silêncio!

Mesmo sabendo que estamos contra a maré, vamos tomar coragem e defender o que é certo!

Por tudo isso, defendo o Aumento do Numero de Vereadores em Maringá!

Edson Pilatti
Assessoria Deputado Federal Dr Rosinha em Maringá e Região Noroeste do Paraná!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Enquanto investimento público cresce 180% no RS, no PR reduz 5 vezes

Vejam a diferença entre o Governo do PT (Rio Grande do Sul) com o Governo do PSDB (Paraná).
Fonte: Paraná Blog - Outra Comunicação é Possivel!

Enquanto no Rio Grande do Sul, governado pelo petista Tarso Genro, os investimentos públicos subiram mais de 180%, de R$ 210 milhões em 2010 para R$ 590 milhões em 2011 no período de janeiro a junho, no Paraná do tucano Beto Richa os investimentos do estado cairam 5 vezes. Foram de R$ 290 milhões em 2010 para R$ 60 milhões em 2011.

No período de janeiro a junho, a arrecadação no Paraná subiu de R$ 10,8 bilhões em 2010 para R$ 11,8 bi em 2011 e no Rio Grande do Sul foi de R$15,63 bi em 2010 para R$ 16,7 bi em 2011. Já as despesas primárias nos dois estados cresceram igualmente em R$ 700 milhões.
Proporcionalmente ao tamanho do estado e de sua atividade econômica a arrecadação no PR cresceu mais que no RS. A capacidade de investimento do PR também é, tanto em termos absolutos como proporcional, maior que a do RS neste começo de 2011. Contudo isso não representou aumento nos investimentos do estado governado pelo demotucano.

O que diferencia os dois governos do sul do país são suas opções políticas, econômicas e sociais.
Enquanto o governo Petista gaúcho prioriza o social, investimento público e o papel indutor do estado na economia, o governo tucano parananese prioriza os rentistas, os grandes bancos e empresas transnacionais.

O governo gaúcho está a serviço de seu povo, de seu estado e de seu país, enquanto que o governo paranaense está a serviço de interesses outros que não os de seus eleitores.

Os dados mais uma vez desmaracam a mentira do PiG e dos demotucanos sobre a competência administrativa dos últimos, mito ideologicamente criado para contrapor o interesse transnacional defendido pelo PiG e demotucanos e os interesses do Brasil e dos brasileiros representados pelos governos democráticos populares capitaneados pelo PT e outras forças de esquerda.

Só a crédula classe média do sudeste e do sul do país, leitora do PiG, é capaz de acreditar que os demotucanos são competentes, defendem seus interesses e estão preocupados com o fim da corrupção no país. Eles querem que o Brasil afunde na crise neoliberal o mais rápido possível. A redução dos investimentos por eles feitas em toda a região mostram isso.

sábado, 3 de setembro de 2011

A dimensão ético-educativa e o projeto político-pedagógico dos movimentos Sociais

A Universidade Estadual de Maringá vive um momento de reflexão! 

O Movimento Estudantil tem um papel importante na melhoria da qualidade da educação que passa necessariamente pelo exercício permanente de um "controle da gestão pública", onde a democracia na universidade é a base para a melhoria das condições de trabalho e da qualidade do ensino público em benefício de toda a sociedade.
 
A motivação inicial das manifestações estudantis pode até ser específica e objetiva como: falta de verbas, o preço do xérox, a falta de funcionários, por um cardápio adequado  e melhores condições de trabalho no RU, a casa do estudante, e outros itens “sindicais” que não devem ser descartados na luta.
Porém, no que se refere à qualidade, os estudantes devem ter uma dimensão da demanda por financiamento e custeio da educação sim mas não descuidar da necessidade de lutar por uma gestão participativa e democrática, interferindo e rediscutindo um rumo para a construção de uma universidade efetivamente pública para todos,  perseguindo um desenvolvimento ético e humano para a nossa sociedade!
 
A Universidade é mais do que um formador de "profissionais de luxo" para " alimentar" o crescimento do mercado capitalista. A Questão é discutir o papel da universidade no contexto do desenvolvimento social e cultural e a promoção das comunidades regionais e locais dentro do contexto global!
O Movimento Estudantil deve estar preparado e deve reivindicar se comprometer com a tomada de decisão sobre os recursos da sociedade, pelo controle dos investimentos, que devem proporcionar uma educação gratuita e funcional.  Há muito tempo se descobriu que os papéis do movimento estudantil e dos demais movimentos sociais extrapolam a visão reivindicatória, terão que evoluir para comprometer-se com a gestão democrática efetiva.

“Não é possível apontar apenas os problemas e referir-se a eles como responsabilidade da má vontade ou da (in) competência dos gestores ou como reflexo de uma sociedade capitalista, serão necessárias ações mais propositivas e responsáveis” .

Até agora, o sistema capitalista, com suas políticas injustas de restos de privatização e comercialização do ensino não garantem o financiamento adequado à educação.  A lógica do sistema levará inexoravelmente a educação para a lógica do lucro e não para trazer benefícios a todos.  A educação, na forma como está organizada, apenas para a formação do pesquisador ou profissional tem por base apenas as exigências do “deus” mercado.

Organizar o trabalho pedagógico não é uma tarefa fácil para o movimento estudantil e é algo abrangente, requer uma formação de boa qualidade além de exigir da gestão um trabalho coletivo que busque incessantemente a autonomia, liberdade, emancipação e a participação na construção do projeto político-pedagógico. Requer trabalho e paciência!

Na gestão democrática, o gestor precisará saber como trabalhar os conflitos e desencontros, deverá ter competência para buscar novas alternativas e que as mesmas atendam aos interesses da comunidade universitária, deverá compreender que a qualidade do ensino dependerá da participação ativa de todos os membros, respeitando individualidade de cada um e buscando nos conhecimentos individuais novas fontes de enriquecer o trabalho coletivo.

A educação é o objeto principal da universidade publica, ela é um instrumento primordial que viabiliza a prática da gestão democrática, pois seu papel é dirimir a filosofia, o pensamento, o comportamento e as relações humanas que os alunos necessitam para viver numa sociedade, pois dessa forma estarão aptos a construir uma visão sólida e crítica da realidade educativa, buscando alternativas coletivas para os problemas no âmbito social e comunitário.

A extensão universitária é um espaço da construção de tecnologias sociais e que têm levantado outras demandas do movimento.  Por exemplo, temos o programa Universidade Sem Fronteiras, que iniciou como um projeto da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná no objetivo de unir recém-formados em diversas áreas nas universidades do Estado e da comunidade para aumentar a qualidade de vida da população e capacitar agentes sociais e culturais na atuação direta nos assentamentos humanos e comunidades menos favorecidas.

O Atual governo Beto Richa do PSDB não garantiu e não cumpre a lei que transformou – ao final de 2010 - o programa sem fronteiras num programa de Estado, estabelece 10 milhões para o programa em 2011. O Programa de Extensão Universitária Universidade Sem Fronteiras reúne os seguintes subprogramas: Apoio às Licenciaturas, Incubadora dos Direitos Sociais, Apoio à Agricultura Familiar, Apoio à Pecuária Leiteira, Apoio à Efetividade dos Direitos, e Mobilidade Estudantil. No entanto, as verbas do programa foram reduzidas e contingenciadas.
No entanto, não percebemos na pauta do Movimento Estudantil da UEM a manutenção e ampliação do programa que é uma conquista dos trabalhadores do Paraná e que está ameaçado! Sugerimos a sua imediata inclusão na pauta!

“A Manutenção e ampliação do programa Universidade Sem Fronteiras é, sem dúvida, uma ausência grave da pauta de reivindicações do movimento estudantil.”
 Ao assumir esse papel de gestor, o movimento estudantil deve necessariamente buscar a articulação dos diferentes atores em torno de uma educação de qualidade, o que implica uma liderança democrática, capaz de interagir com todos os segmentos da comunidade universitária.

A liderança do gestor-estudante requer uma formação pedagógica crítica e autônoma dos ideais neoliberais. Nesse sentido, o objetivo é construir uma verdadeira educação com sensibilidade e também para que se possa obter o máximo de contribuição e participação dos membros da comunidade.
A organização do trabalho pedagógico é uma estratégia educacional para democratizar o processo ensino-aprendizagem e é de suma relevância para um gestor (entendendo os estudantes como parte da gestão) programar novas formas de administrar em que a comunicação e o diálogo estejam inseridos na prática pedagógica do corpo docente e do corpo de gestão da instituição. Cabe ao gestor-estudante assumir a liderança deste processo com competência técnica e política. Aliado aos demais movimentos sociais e à administração da Universidade!

Além disso, somente um governo dos trabalhadores e pessoas honestas com um programa socialista e política de propriedade pública do comando da economia sob o controle e gestão democráticos da população podem reposicionar a educação na sociedade, através do investimento maciço de recursos e proporcionar uma educação gratuita de qualidade em todos os níveis e para todos.

A vitória do Movimento Estudantil está em sua capacidade de diálogo e na continuidade do processo de mobilização participativa, aumentando a consciência da sua base sobre o papel que o estudante exerce sobre a sua comunidade e na condução da sua própria vida!

Agora é hora de uma consolidação da luta!  Pela construção de ações comuns na comunidade universitária - com iniciativas permanentes de discussão e debate. 


Pela construção do:
FÓRUM PERMANENTE DE NEGOCIAÇÕES E DE LUTA POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA GRATUÍTA E DE QUALIDADE - " Viva o Movimento Estudantil!
“Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu”? Aqui está presente o movimento estudantil!

Vamos Avançar na Luta”!
Edson Pilatti