quarta-feira, 31 de agosto de 2011

REFLEXÕES SOBRE A CONDUÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NA UEM:


Com certeza, a reitoria da UEM tem todo o interesse em buscar mais recursos!
Os servidores da UEM estão empenhados em fazer o seu trabalho - OU SEJA - PRODUZIR PROJETOS E BUSCAR OS RECURSOS.
O Trabalho dos servidores e do reitor da UEM é um trabalho técnico e não se pode acusá-los de não lutar ou de não fazerem o seu trabalho, pois a equipe têm buscado, com muita frequência, audiências para solicitar mais investimentos para a UEM! “eles são servidores - nossos amigos - mexeu com eles mexeu comigo!"
Não é essa a palavra de ordem?
...A direção do Movimento tem o dever em permitir a manifestação de todos os que apoiam a luta. Não podem "tentar calar" outras correntes e outras interpretações e opiniões divergentes sobre “os métodos utilizados na condução das manifestações e na luta pela qualidade e gratuidade do ensino publico”! Contra a “privataria neoliberal”.
Atitudes assim buscam evitar a livre expressão e evitam o debate democrático e enfraquece o movimento! Atitudes que inclusive refutam declarações de apoio de outras correntes de pensamento, evitando e monopolizado o acesso ao microfone durante o ato, que deve ser livre! Mas não foi o que aconteceu no ato!
O caso específico do corte do sinal da rádio da UEM e o fato da reitoria solicitar a desocupação, a direção do movimento tem o dever deve-se informar que a legislação atribui ao reitor a responsabilidade pela instituição, com a sua responsabilização jurídica como gestor, ou seja, independe da vontade política!
Acredito que a Rádio da UEM não se recusaria a abrir espaços na sua programação para debates a respeito das questões levantadas! Mas isso tem que propor e buscar com o diálogo - sem deixar de ocupar a reitoria - sem deixar de pressionar – sem ser levianos e sem referirem-se as decisões da reitoria, em que ela é obrigada tomá-las, de forma pejorativa, levando-os à ridicularização - com fosse uma atitude autoritária apenas! Pois Não é!
E preciso ter responsabilidade e consequência enquanto direção política da vontade dos estudantes!
O MOVIMENTO DEVE TER O FOCO NA PARALISIA DA GESTÃO DO BETO RICHA - PSDB! Verdadeiro responsável pelo corte de 38% e pelo não atendimento das reivindicações dos estudantes! Porém, alguns partidários ocupam microfone para criticar principalmente o Governo Federal pois NÃO É atribuição do Governo Federal atender as reivindicações para as melhorias na UEM. Não somos contrários aos partidos, mas não se deve utilizar o movimento e a vontade de lutar dos estudantes, tirando o foco da luta dos mais dos 2 mil manifestantes na UEM! A LUTA É JUSTA! APOIAMOS A LUTA! MAS OS MÉTODOS DEVEM SER DEMOCRÁTICOS!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Maringá recebe manifestação popular pela Reforma Agrária!

Dia 24 de agosto, o habitual silêncio cultural da cidade foi rompido! Uma passeata entre a Prefeitura e a Câmara de Maringá aconteceu, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), pedindo apoio de autoridades e da população para uma pauta nacional de reivindicações.   
Os camponeses e camponeses organizados na Via Campesina reivindicam reforma agrária como política pública prioritária para desenvolvimento do país e distribuição de renda e riqueza, além da recomposição do orçamento para obtenção de terras e assentamento das famílias acampadas, e a renegociação das dívidas dos pequenos agricultores e agricultoras assentados (as).


A atividade faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que acontece em todo o Brasil

A audiência pública na Câmara de Vereadores recebeu a participação de diversos movimentos sociais, personalidades e políticos locais com o apoio às pautas de reivindicações, além de assentados e acampados do norte e noroeste do Estado, que formavam o público presente.
 
O crédito no Brasil avançou nos últimos anos é está disponível e de fácil acesso para o Agronegócio! Mas quando se fala em Agricultura Familiar - muito os Governos Lula e Dilma fizeram avançar nas políticas de fomento – principalmente com a ampliação do Pronaf e com a criação de Programas como de Aquisição de Alimentos – PAA, no entanto - muito ainda é preciso avançar!
 
A Reforma Agrária é feita pelos camponeses. Uma luta histórica e vitoriosa!

AVANÇAR NA LUTA!

Agricultores assentados também estão solidários aos acampados que ainda não receberam um pedaço de terra. Além disso, os assentados buscam melhores condições para desenvolvem as suas atividades produtivas!
Os camponeses (as) organizados na Via Campesina reivindicam reforma agrária como política pública prioritária para desenvolvimento do país e distribuição de renda e riqueza, além da recomposição do orçamento para obtenção de terras e assentamento das famílias acampadas, e a renegociação das dívidas dos pequenos agricultores e agricultoras assentados (as).
 
Objetivo da jornada de lutas é debater com a sociedade e com os governos, municipal, estadual e Federal, para exigir mudanças no modelo agrícola: para que todos tenham terra, condições de produção, emprego e renda no meio rural, e alimentos saudáveis para toda a população.

A Via Campesina é uma articulação internacional de movimentos sociais camponeses. No Brasil, é integrado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além do Sindicato dos Trabalhadores da EMBRAPA (Sinpaf), da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) e da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF).

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Em Maringá! Reforma Agrária em Debate! Caminhada e Audiência Pública!

A atividade em Maringá começará as 13:30 horas, com a concentração do público na praça ao lado da Prefeitura Municipal seguida de caminhada até a Câmara Municipal, onde acontecerá a audiência pública a partir das 14 horas, com mesa de abertura e debate.
Nesta Quarta Feira - Amanhã, 24 de agosto às 13:30 - haverá uma caminha da e uma audiência pública na Câmara Municipal de Maringá irá reunir representantes do poder público, entidades e movimentos sociais para debater sobre a necessidade da reforma agrária para o país e questões que dizem respeito ao tema no estado e região.
A atividade faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que acontece em todo o Brasil a partir do dia 22 de agosto. Em todo o país estão programadas atividades que incluem audiências públicas, manifestações políticas e culturais, e um acampamento em Brasília com quatro mil militantes.

Os camponeses e camponesas organizados na Via Campesina reivindicam reforma agrária como política pública prioritária para desenvolvimento do país e distribuição de renda e riqueza, além da recomposição do orçamento para obtenção de terras e assentamento das famílias acampadas, e a renegociação das dívidas dos pequenos agricultores e agricultoras assentados(as).

A Via Campesina é uma articulação internacional de movimentos sociais camponeses. No Brasil, é integrado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além do Sindicato dos Trabalhadores da EMBRAPA (Sinpaf), da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) e da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF).

O objetivo da jornada de lutas é debater com a sociedade e com os governos, municipal, estadual e Federal, para exigir mudanças no modelo agrícola: para que todos tenham terra, condições de produção, emprego e renda no meio rural, e alimentos saudáveis para toda a população.
AO POVO BRASILEIRO - GOVERNOS MUNICIPAIS - ESTADUAIS E FEDERAL:

Por mudanças no modelo agrícola: para que todos tenham terra, condições de produção, emprego e renda no meio rural. E alimentos saudáveis para toda a população.

Os movimentos sociais da Via Campesina: Comissão Pastoral da Terra(CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens(MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Sindicato dos Trabalhadores na EMBRAPA, CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e diversos movimentos do campo, estamos mobilizados em todo o país, para debater com a sociedade e com os governos, municipal, estadual e Federal, para exigir mudanças no modelo agrícola e apresentar propostas para a agricultura brasileira.

O modelo do agronegócio é o jeito das grandes empresas estrangeiras controlarem a produção e o comércio de nossa agricultura, dos bancos ganharem dinheiro, em aliança com os grandes proprietários de terra e apoiados pela mídia. Ele concentra a produção, a propriedade da terra, expulsa os trabalhadores do campo, só produz para exportação, usa de forma intensiva venenos e máquinas, e desequilibra o meio ambiente.

É um modelo apenas para d ar lucro para alguns, enquanto a maioria da população paga o preço. Por isso, o Brasil é o maior consumidor mundial de venenos! Nós defendemos um novo modelo agrícola, baseado na agricultura familiar, camponesa, que fixe as pessoas no meio rural, garanta terra, gere emprego e renda.

Para isso, os governos precisam implementar urgentemente:

1 A desapropriação dos grandes latifúndios improdutivos, muitos em mãos do capital estrangeiro, e distribuir para assentamento das milhares de famílias acampadas. Além de garantir um plano de assentamento de 100 mil famílias por ano.

2 Uma nova política de crédito rural, mais acessível aos pequenos agricultores, diferente do PRONAF. Começando pela anistia de todos os que devem até dez mil reais por família e renegociação das dividas.

3 Apoio à educação no campo. Proibição de fechamento de qualquer escola no meio rural. Instalar escolas de ensino fundamental, ensino médio e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets), garantia de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional aplicado em educação e 50% de toda renda do petróleo do pré-sal.

4 Proibição do uso de agrotóxicos e garantia de produção de alimentos saudáveis para população

5 Investir recursos e transformar a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) numa grande empresa que compre todos os alimentos produzidos pela pequena agricultura.

6 Garantir a democratização da gestão pública na Embrapa e se priorize pesquisas e políticas voltadas ao interesse do povo brasileiro, de alimentos e da agricultura familiar e camponesa.

7 Não podemos aceitar as mudanças propostas no Código Florestal, aprovadas na câmara no projeto Aldo Rebelo. Exigimos que o senado atenda as demandas dos movimentos, da sociedade e convoque um plebiscito popular para decidir. Em defesa do meio ambiente, para nossa saúde e das gerações futuras. Não precisamos desmatar mais nada para seguir aumentando a produção.

8 Revisar a política de tarifas de energia elétrica e de gás de cozinha e implemente uma política de estimulo à medidas populares de produção e economia de energia. Queremos que a população receba gás de cozinha abaixo de R$ 20,00/ botijão (antes da privatização estava a R$ 4,00 e agora está em média a R$45,00/botijão); Instalação de um milhão de “Aquecedores Solares de Água”, de baixo custo, experiência comprovada que permite reduzir em 25% o consumo de energia de uma residência; Redução e fim dos aumentos nas tarifas de energia elétrica

9 Aprovação, pela Câmara Dos deputados, do projeto já aprovado no Senado, que determina a desapropriação das fazendas com trabalho escravo. No último ano, a Polícia Federal encontrou trabalho escravo em 240 fazendas, em todo país.

10 Impedir o projeto de lei proposto pelos ruralistas, que permite esterilizar as sementes, na técnica do terminator, para que as empresas transnacionais tenham controle de todas as sementes transgênicas.

11 Reconhecimento imediato e legalização das terras historicamente ocupadas pelas comunidades quilombolas, ribeirinhas e povos indígenas.