quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Movimento $UPER$ALÁRIOS NÃO!

A apresentação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular necessita de 12.500 assinaturas!

POVO DE MARINGÁ!
 FAÇA A SUA PARTE!


É obrigatório ter o título de eleitor em Maringá!




 Vamos nos mobilizar e evitar o aumento abusivo de salários para os políticos de Maringá!
MOBILIZE-SE! 

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http://pt.scribd.com/doc/73961995/coleta-de-assinaturas
Baixar o PL de Iniciativa Popular!





 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Campanha da Fraternidade “A terra geme em dores de parto” e a Usina de Incineração do Lixo em Maringá.

Renato Bariani

O Lema da Campanha da Fraternidade 2011 nos chama a atenção e leva a questionamentos. Em Romanos, São Paulo diz: “sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente” (Rm 8,22). O contexto dessa afirmação de São Paulo é a descrição da condição humana, marcada pelo pecado e, entretanto, salva pela graça de Cristo que introduz na experiência humana a força restauradora do Espírito Santo.
 A CF deste ano traz para nossa reflexão a preocupante situação de nosso planeta, nossa casa, que sofre os efeitos de uma exploração predatória de seus recursos naturais. A afirmação de Paulo ganha força nova diante do quadro que vivemos. São Paulo afirma que “a criação foi submetida à vaidade – não por seu querer, mas por vontade daquele que a submeteu na esperança de ela também ser liberta da escravidão, da corrupção para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus” (8,21-21).

O gemido da criação aparece hoje na deterioração do meio ambiente, consequência de uma exploração descuidada e, muitas vezes, gananciosa dos recursos do planeta. A quaresma é tempo de enfrentar com Jesus as grandes tentações que estão na raiz de todos os males nascidos das decisões humanas. O evangelho exige conversão da consciência individual e coletiva da humanidade.  Sem esta conversão não será possível reverter o quadro dramático de destruição das condições de vida saudável em nosso planeta.


 Quaresma é tempo de conversão, conversão profunda que mude costume e gere políticas globais de defesa da vida em todas suas dimensões. É tempo de oração e de tomada de posição diante de uma cultura em que o consumismo desenfreado sustenta a ganância de um lucro que, em longo prazo, se transformará em irreparável prejuízo para toda humanidade. Nessa semana somos convidados a rezar pelas pessoas que estão sofrendo com enchentes, deslizamentos em nosso país e também pelo povo amigo do Japão. Audiência Pública da Prefeitura pretende aprovar incineração do lixo em Maringá. Fonte: http://palmeiraonline.com.br/noticias/?p=2724)
Na contramão da história e da própria campanha da fraternidade, a Prefeitura de Maringá pretende, às pressas, aprovar a Usina de Incineração do Lixo em Maringá. Porém, para ser autorizada, a proposta terá que ser debatida e aprovada pela sociedade em Audiência Pública que deve respeitar e cumprir com que for definido para Maringá.
Uma decisão de tamanha importância e gravidade não pode limitar-se aos interesses econômicos ou ser uma decisão tomada às pressas por gestores de um município em final de mandato. Poderosos interesses econômicos estarão presentes na audiência para tentar “aprovar” os seus “Negócios” (Business).  

A audiência pública é o momento em que teremos a oportunidade para sermos ouvidos e de fazer valer a nossa opinião e propostas, por isso ela adquire importância estratégica para o movimento contrário à usina de incineração.

Sabemos que “longe de ser uma tecnologia universalmente provada como asseguram seus promotores, a incineração de lixo doméstico com recuperação da energia tem sido uma experimentação, que depois de 20 anos deixou os cidadãos dos países industrializados com a herança de altos níveis inaceitáveis de dioxina e seus compostos em seus alimentos, seus tecidos, seus bebês e na vida selvagem”.

Em Maringá, pela localização pretendida pela prefeitura para a instalação da usina, que já está análise no Instituto Ambiental do Paraná - IAP, aliada a "dispersão dos ventos", observados pela Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) pode-se afirmar que haverá, com toda a certeza, uma contaminação do ar com fumaça tóxica que carrega altos índices de dioxinas.

Integrante do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania - Maringá, Sarandi e Paiçandu, o Srº Edson Pilatti afirma que os dados apontam que “os apartamentos mais altos serão os mais atingidos”.  A usina de queima de lixo é um atraso e estamos correndo um grande perigo! A Saúde da nossa cidade está ameaçada. A sociedade maringaense precisa ser alertada sobre os perigos da incineração do lixo e o que ela vai causar em Maringá. Dizer não à Usina de Incineração de Lixo é uma questão de inteligência! 
“Deve-se perceber que uma instalação dessas é capaz de transformar 400 toneladas de lixo em no máximo 21 megawatts de energia, suprindo uma cidade de 20 mil habitantes apenas”. Um absurdo! O investimento necessário para uma usina assim está calculado em torno de 150 milhões de milhões de reais. “É um investimento altíssimo e com reduzido retorno e com altos índices de poluição e de contaminação, um custo muito elevado que a sociedade terá que arcar”! “pode-se dizer que é um contrassenso e que a iniciativa obedece apenas aos interesses econômicos de algumas pessoas e/ou grupos” afirma Edson Pilatti.



Mas também é importante dizer que ao contrário do que alguns possam argumentar de que as entidades e os especialistas reunidos no Fórum estão sendo irresponsáveis por ser contra a usina, enganam-se, pois os signatários do fórum apresentam sim propostas e alternativas para a implantação de um modelo de gestão com triagem e beneficiamento dos resíduos de forma correta, valorizando-o como matéria prima reciclável e reutilizável e apostando no trabalho dos catadores e das cooperativas da reciclagem, como orienta a própria Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 Estamos apresentando uma proposta da realização da coleta seletiva e a organização de campanhas de educação ambiental em todos os espaços públicos e privados, incentivando a separação do lixo e a consciência ambiental de que estamos fazendo um bem para a natureza e para a nossa própria saúde e bem estar!

O Mundo todo está evoluindo e percebendo que é necessário reciclar e preservar o meio ambiente. Maringá precisa se modernizar e o moderno é ser saudável e não essas novas e milagrosas tecnologias apresentadas pela administração municipal.

Como vimos à campanha da fraternidade nos leva a refletir sobre o meio ambiente, mas além de refletir temos que agir e enfrentar interesses financeiros de alguns e preservar os nossos recursos naturais e o planeta, além da saúde da população.

Vamos buscar os nossos direitos e vamos apresentar na Câmara Municipal de Vereadores um projeto de lei de inciativa popular para acrescentar ao Código de Meio Ambiente à proibição da alternativa de incineração para fins de cogeração de energia!

Urgente!  
VAMOS MOBILIZAR E PARTICIPAR DA AUDIÊNCIA PÚBLICA E DIZER UM NÃO À INCINERAÇÃO DO LIXO EM MARINGÁ!

Sexta 11 de Novembro.
Hora: 08:00 - 12:00.
Localização:  Prefeitura Municipal de Maringá.
Local Auditório Hélio Moreira.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Participe da Audiência Pública e diga "NÃO a "INCINERAÇÃO DO LIXO"


Caros(@s) Companheiros(@s),

Na contramão da história a Prefeitura de Maringá pretende, às pressas, aprovar a Usina de Incineração do Lixo em Maringá.
A Audiência terá que debater e definir com a sociedade as opções para o setor.
É urgente mobilizar e participar da Audiência Pública da Prefeitura que pretende aprovar incineração do lixo em Maringá
VAMOS DIZER UM NÃO À INCINERAÇÃO DO LIXO EM MARINGÁ
Sexta, 11 de Novembro

Hora: 08:00 - 12:00
Localização:
Prefeitura Municipal de Maringá
Local Auditório Helio Moreira
Maringá, Paraná.


Os problemas da incineração

“Longe de ser uma tecnologia universalmente provada como asseguram seus promotores, a incineração de lixo doméstico com recuperação da energia tem sido uma experimentação, que depois de 20 anos deixou os cidadãos dos países industrializados com a herança de altos níveis inaceitáveis de dioxina e seus compostos em seus alimentos, seus tecidos, seus bebês e na vida selvagem".

A secção discorre sobre os problemas da incineração de resíduos: descargas de poluentes tanto para o ar como para outros meios; custos econômicos e custos de emprego, perda de energia, insustentabilidade e incompatibilidade com outros sistemas para a gestão de resíduos. Também lida com os problemas específicos dos países do hemisfério Sul.
As dioxinas são os poluentes mais importantes associados aos incineradores. Estes são os causadores de uma grande variedade de problemas de saúde que incluem o cancro, danos no sistema imunológico, problemas na reprodução dos seres vivos (reprodutivos) e de desenvolvimento.

As dioxinas são bio-acumulativas, isto é, passam para a cadeia alimentar da presa para o predador, concentrando-se na carne e nos produtos lacticínios e por último no Homem. As dioxinas são de particular preocupação, pois se disseminam no meio ambiente (e no Homem), em níveis que já demonstraram estar causando problemas de saúde, implicando que neste momento estão populações inteiras sofrendo os seus efeitos adversos. Os incineradores são a principal fonte de dioxinas em nível mundial.
Os incineradores são uma das maiores fontes de poluição por mercúrio, sendo a sua contaminação de vasto alcance, os intoxicados pelo mercúrio tem prejuízos em suas funções: motora, sensorial e cognitiva. Os incineradores são também uma fonte significativa de emissões para o meio ambiente de outros metais pesados, tais como: o chumbo, cádmio, arsénio, cromo e berílio.
Outros poluentes que causam preocupação incluem (não dioxinas) hidrocarbonetos halogénicos, gases ácidos, que são precursores da chuva ácida; partículas que prejudicam as funções pulmonares; e gases que provocam o efeito de estufa. Contudo, a caracterização das descargas de poluentes das incineradores ainda está incompleta e estão presentes nas emissões de ar e nas cinzas muitos componentes não identificados.

Os operadores de incineradores afirmam várias vezes que as emissões estão sob controle, mas as evidências indicam que isto não é verdade.

Primeiro: porque para muitos poluentes tais como as dioxinas qualquer nível de emissão é inaceitável. Segundo: a verificação das emissões é irregular e bastante imperfeita, deste modo não são verdadeiramente conhecidos os atuais níveis de emissões; Terceiro: a informação existente indica que os atuais incineradores são incapazes de satisfazer o padrão mínimo.
Co-Incineração é suspensa em Coimbra pelo TAFC.

Quando o equipamento para o controle de poluição funciona, remove os poluentes do ar concentrando-os nas cinzas soltas, criando um fluxo perigoso de resíduos tóxicos que necessita de um tratamento adicional.

Deste modo o problema da libertação de poluentes não está resolvido; os poluentes são simplesmente transferidos de um meio (ar) para outro (sólido ou água). As cinzas liberadas pelos incineradores são bastante perigosas e são muitas vezes mal reguladas. Nem os aterros sanitários são seguros, porque deixam passar substâncias perigosas; em alguns lugares as cinzas estão expostas ao ambiente ou até espalham-se por áreas residenciais ou áreas de produção alimentos (agropecuárias).

Os incineradores estão muitas vezes situados ao redor de populações, normalmente minoritárias de baixo rendimento, com a teoria de que estes setores da população politicamente fracos, serão menos capazes de resistir-lhes. Isto é uma violação dos princípios básicos da justiça ambiental e dos direitos humanos.

Os incineradores modernos são de longe, a abordagem mais dispendiosa para a gestão de resíduos, só os custos da construção podem ser centenas de milhões de dólares americanos. Os custos de construção e de funcionamento normal dos incineradores são inevitavelmente suportados pelo público.
As companhias de incineradores têm inventado vários esquemas de financiamento complicados, para conseguirem o apoio do governo em pagamentos em longo prazo, o que várias vezes provou ser desastroso para os governos locais. Muitas cidades, nos Estados Unidos, endividaram-se devido investirem em incineradores.
Os incineradores criam de longe menos empregos por toneladas de resíduos do que as tecnologias alternativas e práticas, tais como a reciclagem. Geralmente, também substituem o trabalho em rede de reciclagem informal, já existente, causando dificuldade adicional ao mais pobre dos pobres.
Os incineradores são também adaptados para funcionar como produtores de energia, visto poderem produzir eletricidade. No entanto, uma análise detalhada do ciclo de atividade revela que os incineradores gastam mais energia do que produzem. Isto porque os produtos que são incinerados (que poderiam ser reaproveitados) devem ser substituídos por novos produtos. Extraindo e processando materiais virgens, transformando-os em novos produtos, gastando muito mais energia - causando também mais danos ao meio ambiente - do que seria usar de novo, ou produzindo materiais reciclados.

A grande parte da história da incineração de resíduos, tem sido nos países do Norte. Os contextos dos países do Sul são capazes de ser ainda mais problemáticos para esta tecnologia. A falta de capacidade de monitoramento significa que os incineradores são capazes de ser ainda mais poluidores do que os do Norte. Problemas administrativos, tais como orçamentos incertos e a corrupção, podem interferir com a manutenção necessária. As diferentes condições físicas, tais como o tempo e as características dos resíduos, podem tornar as operações difíceis ou até mesmo impossíveis.

Finalmente, deve ser entendido que os incineradores são incompatíveis com outras formas de gestão de resíduos. Os incineradores competem para o mesmo orçamento e materiais descartáveis com outras formas de gestão de resíduos, subestimando a ética da separação na fonte, que gere o manejo apropriado dos resíduos.












Secção 2: Alternativas
A secção 2 discorre sobre as alternativas à incineração. Os aterros sanitários não são uma alternativa viável, visto serem insustentáveis e problemáticos para o meio ambiente. As alternativas devem atacar, de preferência, a noção completa da disposição de resíduos, reciclando todos os materiais descartáveis de volta para o sistema econômico ou mesmo para a natureza, atenuando deste modo à pressão sobre os recursos naturais. Para assim se fazer, devem ser substituídas, três hipóteses sobre a gestão de resíduos por três novos princípios.
1. Em vez de se assumir que a sociedade produzirá uma quantidade de resíduos cada vez maior, deve-se dar prioridade à minimização de resíduos;

2. Os resíduos devem ser separados, para que cada fração possa ser transformada em adubo ou reciclada, em vez do atual sistema de despejo de resíduos misturados; 3. As indústrias devem voltar a desenhar os seus produtos para facilitar a reciclagem final. Estes princípios abraçam os vários fluxos de resíduos.

A falta de segregação dos resíduos domésticos e municipais acaba destruindo muito do seu valor. Os resíduos orgânicos contaminam os resíduos recicláveis e os tóxicos e destroem a utilidade de ambos. Além de uma crescente porção dos resíduos serem sintéticos e outros produtos que não são próprios para uma fácil reciclagem; estes precisam ser desenhados de novo para serem compatíveis com o sistema de reciclagem, ou colocados fora de uso.

Os programas para a gestão de resíduos municipais devem ser conforme as condições locais para terem sucesso, e não haverá dois exatamente semelhantes. Particularmente, os programas do Sul não devem seguir exatamente o modelo dos do Norte, porque existem diferenças nas condições físicas, econômicas, legais e culturais. Particularmente no Sul, os setores informais (apanhador de lixo ou varredores de ruas) são componentes significativos de um sistema para o lixo já existente e o melhoramento das suas condições de emprego deve ser um componente central de qualquer sistema municipal para a gestão de resíduos. Um exemplo de grande sucesso é o do Zabbaleen do Cairo, organizaram por si próprios um sistema de recolha e reciclagem de lixo, que desvia 85% do lixo recolhido e emprega 40.000 pessoas.
Geralmente, no Norte e no Sul, os sistemas para a gestão de resíduos orgânicos, são os componentes mais importantes de um sistema municipal para gestão do lixo. Os resíduos orgânicos deviam ser transformados em adubo através da compostagem, vermiadubo ou servir de alimentos para animais, retornando assim, para o solo, os seus nutrientes. Isto também assegura um fluxo de produtos recicláveis não contaminados, que é a chave da economia de fluxo alternativo para os resíduos. A reciclagem cria mais empregos por tonelada de lixo do que qualquer outra atividade, produzindo um fluxo de materiais que pode servir de matéria prima para a indústria.
No entanto, a maior barreira para a reciclagem, é que a maioria dos produtos não são feitos para serem reciclados no final do seu tempo de uso. Isto porque, atualmente, os produtores têm pouca iniciativa econômica para assim o fazerem. A Política de Responsabilidade do Produtor é uma abordagem que requer que os produtores levem de volta os seus produtos e embalagens. Isto possivelmente lhes dará a iniciativa necessária para que voltem a desenhar os seus produtos com tempo de uso, reciclável e sem materiais perigosos. A P.R.P. pode não ser exeqüível ou prático, e em alguns casos será apropriada a proibição de produtos e matérias problemáticos e perigosos.

Por um lado banindo o uso de determinados produtos e a P.R.P. obrigando as indústrias a desenhar de novo os seus produtos, e por outro, a desagregação do fluxo de resíduos, a sua transformação em adubo e a reciclagem, os sistemas alternativos podem afastar a maior parte dos lixos municipais, para longe dos aterros sanitários e da incineração. Muitas comunidades têm alcançado taxas de desvio de 50% e até mais altas, e mantém os olhos fixos no Lixo Zero.
Os centros de saúde e hospitais são a fonte de uma quantidade significativa de resíduos, inclusive perigosos. É essencial um sistema rigoroso para a separação do lixo, para que a pequena percentagem de resíduos potencialmente infecciosos ou de químicos perigosos fiquem separados dos resíduos gerais.
Os resíduos potencialmente infecciosos necessitam de tratamento de esterilização para então ter despejo adequado. Estão disponíveis várias tecnologias de não-incineração. Estas tecnologias geralmente não são dispendiosas, são tecnicamente menos complicadas e menos poluidoras do que os incineradores.

Nos hospitais e centros de saúde, são produzidos em pequenas quantidades uma grande variedade de resíduos químicos perigosos incluindo produtos farmacêuticos. Estes não são sujeitos à incineração. Alguns, tal como o mercúrio, deviam ser eliminados através de mudanças na sua aquisição; outros podem ser reciclados e o restante deve ser cuidadosamente recuperado e devolvido ao fabricante. Casos estudados mostram como estes princípios dão resultados em ambientes bastante variados, tais como uma pequena Clínica de Maternidade, na Índia, e num grande hospital urbano nos Estados Unidos.

Os resíduos industriais não têm a tendência de ser tão variados como os resíduos hospitalares ou municipais, mas muitos destes são quimicamente perigosos (altamente tóxicos). A Produção Limpa é uma nova abordagem à indústria, que com o desenvolvimento de novos produtos procura eliminar produtos secundários tóxicos (perigosos), reduzir totalmente a poluição, criar produtos e subseqüentes resíduos que sejam seguros ecológicos dentro dos ciclos aceitáveis, não permitindo a transferência de passivos ambientais desta para sa futuras gerações. Os princípios da Produção Limpa são:
  • Princípio da Precaução, o qual invoca a precaução em face de uma incerteza científica.
  • Princípio da Prevenção, que diz que é melhor prevenir o mal do que remediá-lo.
  • Principio da Democracia, que diz que todos afetados por uma decisão tem o direito de participar na sua resolução, e o
  • Princípio Holístico, que requer uma abordagem integrada no ciclo de vida para a tomada de decisões referentes a questões ambientais.
Para a implementação da "Produção Limpa" deve ser empregada uma variedade de instrumentos, desde medidas políticas, tais como, o direito de saber e a reforma dos impostos, ao apoio da ONU ás empresas empreendidas na Produção Limpa.
A Produção Limpa, não pode responder ao problema dos resíduos perigosos já existentes, amontoados ou armazenados, os quais necessitam de alguma forma de tratamento que não seja a incineração. Alguns programas estão desenvolvendo tecnologias destinadas a este problema. Os padrões estabelecidos para estas tecnologias são:

Alta eficiência destrutiva;
  • Controle de todos produtos os tóxicos;
  • Identificação de todos os produtos tóxicos;
  • Não ocorrência de emissões descontroladas.


Várias tecnologias emergentes servem estes critérios, e têm sido selecionadas no Japão, Canadá e Austrália, tecnologias para a destruição de PCB, e nos Estados Unidos para a destruição de armas químicas. O programa para a destruição de armas químicas, nos Estados Unidos, é um enorme sucesso devido à forte participação do público, que forçou um governo sem vontade, a investigar e eventualmente selecionar tecnologias seguras e não incineração.










Secção 3: Apagar as Chamas

A secção 3 discorre sobre a crescente rejeição à incineração por todo o globo. A oposição pública tem rejeitado muitas propostas de implantação de novos incineradores e também os já existentes, e tem sido incorporada nas leis locais, nacionais e até internacionais. A resistência popular aos incineradores é global; centenas de organizações de interesse público, em dezenas de países, estão envolvidas na luta contra a incineração e a favor das alternativas.

Nos Estados Unidos, interesses nos negócio e a notória crise dos aterros sanitários, em 1980, levaram a um aumento súbito da construção de incineradores. Mas este aumento súbito gerou um massivo movimento de base, que anulou mais de 300 propostas para incineradores municipais para os resíduos. Os ativistas lutaram por padrões mais elevados nas emissões e na remoção de resíduos, o que praticamente provocou o fechamento da indústria incineradora, no final dos anos 90.

No Japão, o país do mundo mais intensivo na luta contra as incineradores, a resistência à incineração é quase universal, com centenas de grupos anti-dioxinas, operando em todo o país. Nos recentes anos, a pressão pública resultou no encerramento de mais de 500 incineradores, mas o governo e grandes empresas japonesas, continuam a investir com força na indústria de incineradores.

Na Europa, a resistência tem sido feita com a implementação de alternativas. Mesmo com o aumento da população, em algumas áreas cortou drasticamente a formação de resíduos. Como resultado, na Europa, há pouco mercado para novos incineradores.

Em Moçambique, cidadãos organizaram-se, cruzando as linhas da classes e cor, e formaram a primeira organização indígena ambientalista do país. Largamente saudada como o retorno da sociedade civil depois da guerra civil. A organização teve êxito na anulação da proposta para a incineração de pesticidas numa Fábrica de Cimento, vizinha de uma área residencial.


Em qualquer outro lugar, os ativistas tiveram de recorrer aos protestos e à ação direta para parar com a incineração. No entanto, a oposição pública tem vindo a ser cada vez mais manifestada na lei. Em 15 países, a jurisdição firmou algum tipo de proibição aos incineradores, e nas Filipinas a incineração foi totalmente banida.



A lei Internacional também começa a aproximar-se da incineração. Os três princípios da lei internacional são: - precaução, prevenção e limitar os efeitos trans-fronteiriços - conflito com a incineração.



Nas Convenções de OSPAR, LRTAP, Bamako e Estocolmo foi citada, entre outros documentos, a precaução. Porque a incineração é efetivamente um processo sem controle, com produtos químicos desconhecidos e porque muitos desses produtos químicos já estão afetando a saúde humana, a precaução argumenta que a incineração devia ser evitada.


A prevenção e a redução são largamente referidas na Lei Internacional, mais especificamente na Convenção de Bamako, que define explicitamente a incineração como sendo incompatível com a prevenção e as práticas de Produção Limpa.


Limitar os efeitos trans-fronteiriços é um princípio comum na Lei Internacional; mas sabemos que os produtos químicos dos incineradores são transportados globalmente através de um fenômeno conhecido como destilação global, contradizendo assim claramente este princípio.



As Convenções de Londres, OSPAR e Bamako, também aplicam banimentos à incineração no mar e em águas domésticas.


A Convenção de Estocolmo aplica severas restrições ao uso da incineração. Quatro dos 12 químicos sujeitos à Convenção são produtos químicos resultantes da incineração, e a Convenção apela para a continuação na sua redução até a eliminação total. A Convenção de Estocolmo fala sobre todo o tipo de emissões, não somente as emissões pelo ar, apelando claramente aos países para a prevenção da sua formação - não só a libertação - destes químicos. Na incineração, a formação daqueles quatro químicos é virtualmente inevitável, por tudo isso existe argumento suficiente capaz de lançar um aviso claro, de que o fim da incineração está muito próximo.



Elaborado por: Neil Tangri, Essential Action, USA for the Global Alliance for Incinerator Alternatives/Global Anti-Incinerator Alliance (GAIA).


(Adaptado para o português brasileiro)

GAIA

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida em Maringá

"Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos".

Aqui você tem acesso ao documentário:
do cineasta Silvio Tendler.
O veneno posto à mesa vai pra dentro de você!
Campanha contra os OFENSIVOS AGRÍCOLAS no Brasil.

☠☠☠☠ESTAMOS COMENDO VENENO ☠☠☠☠


Agrotóxicos: saiba mais

Fonte: Globo News - Cidades e Soluções


qui, 04/08/11 - por Marina Saraiva |

Confira onde conseguir mais informações sobre o tema do programa desta semana.

- A Anvisa mantém uma linha telefônica gratuita para o Disque-Intoxicação, serviço de informação e esclarecimento à população sobre produtos tóxicos em todo o Brasil: 0800 722 6001.

- Conheça o Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas, o Sinitox. No site, você encontra os registros de intoxicações no Brasil, por região e por produto tóxico.

Secretaria de Vigilância em Saúde divulga dados de intoxicação por agrotóxicos no Brasil

Segunda edição do Informe Unificado das Informações sobre Agrotóxicos Existentes no SUS traz resultados das pesquisas do Sinitox realizadas de 1985 a 2006

- No site da Fersol,você encontra mais informações sobre a fabricante brasileira de metamidofós.

- Clique aqui para acessar a íntegra da Nota Técnica elaborada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e apresentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, recomendando a proibição do uso do metamidofós no Brasil.

- Também no site da Anvisa, conheça o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, o PARA, que divulga anualmente os índices de agrotóxicos encontrados em alimentos in natura que chegam à mesa do consumidor.

- No blog Em Pratos Limpos, mantido pela AS-PTA – Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa – você encontra informações sobre a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

- No site do Instituto Humanitas Unisinos, confira a entrevista com o médico sanitarista Wanderley Pignati sobre os efeitos dos agrotóxicos.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e em Defesa da Vida!

Um jeito novo e rentável de produzir orgânicos


Comitê Maringá
O ator Marcos Palmeira e o ministro Gilberto Carvalho contam com exclusividade como cultivam orgânicos seguindo as normas da produção agroecológica integrada e sustentável. Eles e mais dez mil brasileiros já colhem as vantagens desse sistema.

Eles são pequenos proprietários rurais, apaixonados pela vida no campo e comprometidos com a produção orgânica, livre de agrotóxicos ou transgênicos. O ator Marcos Palmeira, em Teresópolis (RJ) e o ministro Gilberto Carvalho, em Cidade Ocidental (GO), abriram suas “porteiras” para revelar ao Cidades e Soluções as vantagens da produção agroecológica.
ASSISTA AO VÍDEO

Saiba mais sobre a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável – PAIS, a tecnologia social que já beneficiou mais de 10 mil pequenos produtores rurais em todo o Brasil. Propondo um cultivo livre de agroquímicos, a diversificação da produção e a integração entre os cultivos, o sistema de produção desenvolvido pelo engenheiro agrônomo senegalês Aly N’Diaye vem ganhando espaço no Brasil e a adesão de personalidades como o ator Marcos Palmeira e o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.



- No site do

Ministério da Integração, você encontra um link para download da cartilha PAIS, desenvolvida em parceria com o Sebrae e a Fundação Banco do Brasil.



- Confira, no site da

TV Sebrae, os vídeos explicativos sobre a tecnologia PAIS, com o passo-a-passo da preparação e das rotinas nas pequenas propriedades.



- Clique

aqui para ter o contato da Fazenda Vale das Palmeiras, do ator Marcos Palmeira, que produz orgânicos vendidos em supermercados do Rio de Janeiro.



- Leia artigos exclusivos:


Clique aqui:
Clique aqui:
(Assista na íntegra)

Um jeito novo e rentável de produzir orgânicos

Fonte: Blog: http://www.mundosustentavel.com.br/
 
O ator Marcos Palmeira e o ministro Gilberto Carvalho contam com exclusividade como cultivam orgânicos seguindo as normas da produção agroecológica integrada e sustentável. Eles e mais dez mil brasileiros já colhem as vantagens desse sistema.
Eles são pequenos proprietários rurais, apaixonados pela vida no campo e comprometidos com a produção orgânica, livre de agrotóxicos ou transgênicos. O ator Marcos Palmeira, em Teresópolis (RJ) e o ministro Gilberto Carvalho, em Cidade Ocidental (GO), abriram suas “porteiras” para revelar ao Cidades e Soluções as vantagens da produção agroecológica.

ASSISTA AO VÍDEO

Saiba mais sobre a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável – PAIS, a tecnologia social que já beneficiou mais de 10 mil pequenos produtores rurais em todo o Brasil. Propondo um cultivo livre de agroquímicos, a diversificação da produção e a integração entre os cultivos, o sistema de produção desenvolvido pelo engenheiro agrônomo senegalês Aly N’Diaye vem ganhando espaço no Brasil e a adesão de personalidades como o ator Marcos Palmeira e o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
- No site do Ministério da Integração, você encontra um link para download da cartilha PAIS, desenvolvida em parceria com o Sebrae e a Fundação Banco do Brasil.
- Confira, no site da TV Sebrae, os vídeos explicativos sobre a tecnologia PAIS, com o passo-a-passo da preparação e das rotinas nas pequenas propriedades.
- Clique aqui para ter o contato da Fazenda Vale das Palmeiras, do ator Marcos Palmeira, que produz orgânicos vendidos em supermercados do Rio de Janeiro.
- Leia artigos exclusivos:
Na fazenda de Marcos Palmeira, quem manda é a natureza
A produção agroecológica do ministro

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Campanha Contra a Incineração do Lixo e em Defesa das Cooperativas de Reciclagem

 

 

 

 




 

 

Em Maringá o Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania está Lançando Uma Campanha Contra a Incineração do Lixo e em Defesa das Cooperativas de Reciclagem! Participe!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CCJ aprova PL de Dr. Rosinha, com novas regras para aplicação aérea de agrotóxicos

CCJ aprova PL de Dr. Rosinha, com novas regras para aplicação aérea de agrotóxicos
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na terça-feira (04) novas regras para a aplicação de agrotóxicos por aeronaves. De acordo com a proposta (PL 740/03) do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), os agrotóxicos só poderão ser aplicados por via aérea se o desvio do produto para áreas próximas não causar dano a plantações, animais terrestres ou aquáticos, áreas de proteção ambiental ou de preservação permanente, e à saúde da população.
O projeto também proíbe a aplicação aérea de agrotóxicos que tenham em sua composição química o ácido 2,4-D (diclorofenoxiacético). Segundo Dr. Rosinha, há indícios de que o produto seja cancerígeno. Esse foi o ponto mais debatido na comissão, já que o 2,4-D é usado em grandes áreas de plantio.
O relator na CCJ, deputado Vilson Covatti (PP-RS), apresentou parecer contrário à proposta. O parecer de Covatti, no entanto, foi derrotado, e a comissão adotou o parecer do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS).
“Com o PL, temos mais um instrumento legal no controle da devastação ambiental e no cuidado à saúde do trabalhador", argumenta Rosinha, lembrando que o 2,4-D também causa o desfolhamento de árvores em áreas de floresta. O agrotóxico foi inclusive usado pelos americanos na Guerra do Vietnã, para localizar soldados vietnamitas.
"Está muito claro que o uso, sem restrição, de aviões para pulverizar lavouras representa um risco para a saúde do trabalhador, para o meio ambiente e para as propriedades vizinhas", enfatiza Dr. Rosinha. "Minha proposta não prejudica os agricultores. A mudança que proponho à Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89) apenas estabelece critérios para a utilização".
Tramitação
Duas comissões tiveram pareceres contrários sobre a proposta. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou o projeto sem a proibição do ácido 2,4-D, enquanto a de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentávelque a proibição é essencial. Por essa razão, o projeto que tramitava em caráter conclusivo ainda será analisado pelo Plenário.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Direito Humano à Alimentação Adequada – Da produção ao consumo!



Dia 17 - Segunda Feira - 19hs - na UEM / Maringá BLOCO 125 - DACESE


Direito Humano à Alimentação Adequada. 
 Da produção ao consumo!
 Debatedores:
1.José Ozinaldo A. Sena - UEM
2. Ednaldo Miquelon - UEM
3. Vanessa Gardim – MST


 
Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e em Favor da Vida.

APOIO: DCE - SESDUEM - ADUEM – SINTEEMAR - NADS - CERAUP - UNITRABALHO - COMISSÃO AMBIENTAL DA UEM 
 O que é o Direito Humano à Alimentação Adequada
1. Conhecer os conceitos básicos e princípios dos direitos humanos

2. Identificar as dimensões das obrigações do Estado frente aos direitos humanos

3. Conhecer os conceitos do direito humano à saúde e à alimentação adequada

Quando falamos em Direito Humano à Alimentação Adequada estamos falando do direito ao acesso a alimentos nutritivos, em quantidade necessária para o nosso crescimento e desenvolvimento, seguros, isto é, em condições sanitárias adequadas, sem agrotóxicos ou organismos geneticamente modificados e que sejam adequados aos nossos hábitos culturais.

Estamos também falando de produção soberana e em acesso à renda, à terra e a território, a um salário justo, à moradia adequada, acesso à água potável e saneamento, à saúde, à educação, à informação etc.

Enfim, a tudo o que é preciso para nos alimentarmos de forma digna, pois esse direito, assim como todos os outros Direitos Humanos, são indivisíveis. A indivisibilidade e a dignidade são dois dos princípios dos Direitos Humanos.

Quando falamos em Direitos Humanos precisamos também falar de seus princípios, pois o  atendimento a estes princípios faz toda a diferença.
O direito à alimentação adequada é de todas as pessoas, assegurado por lei. Alimentação adequada inclui, indivisivelmente: o emprego - para comprar o alimento, a terra, para aquelas pessoas que precisam plantar, a moradia - onde se alimentar, a saúde – para o bem estar físico e mental, escola (para conseguir emprego e conhecimento) e lazer.

Com todos esses direitos respeitados, protegidos e promovidos teremos alimentação adequada, ou seja, dignidade.

Quais são os princípios básicos dos Direitos Humanos?
O princípio da Dignidade Humana.

Este princípio exige que todas as pessoas sejam tratadas com respeito, dignidade e valorizadas como seres humanos. Políticas públicas baseadas em Direitos Humanos reconhecem o indivíduo não como objeto, beneficiário ou “público-alvo” de um programa, mas sim como sujeito - titular de Direitos Humanos, que pode e deve exigir seus direitos.

O princípio da indivisibilidade dos direitos.

Esse princípio reconhece que os Direitos Humanos são indivisíveis e interdependentes entre si, isto é, só se realizam em conjunto. Como garantir o direito à saúde, sem garantia de acesso a alimentos? Como garantir direito ao voto se as pessoas, para sobreviver, “trocam” seu voto por algum benefício”? Como conseguir dinheiro para comprar alimentos sem um trabalho que nos garanta uma remuneração justa? Isso demonstra que todos os Direitos Humanos são igualmente necessários para uma vida digna.



A LOSAN cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com vistas em assegurar o Direito Humano à Alimentação Adequada e dá outras providências.

Ver site da Presidência da República:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11346.htm

Cartilha “O Olho do Consumidor”

A cartilha “O Olho do Consumidor” foi produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor

Quer fazer o download da cartilha? Clique abaixo:

http://economiasolidariaeagroenergiaparana.blogspot.com/2011/10/cartilha-o-olho-do-consumidor.html?spref=fb

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Em Maringá foi criado o Comitê da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e em Favor da Vida.

06 de outubro de 2011
Durante a solenidade de lançamento da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e em Favor da Vida, realizada na Associação dos Funcionários da UEM, nesta quarta-feira, dia 5, foi criado o Comitê da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e em Favor da Vida. Ele funcionará provisoriamente nas instalações do Núcleo de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável da UEM (Nads), bloco 21, sala 15, fone 3011-5825.

Essa mesma campanha já foi lançada em doze estados brasileiros. Na UEM, o líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, destacou a dependência da agricultura de insumos tóxicos e as implicações sociais, econômicas e para saúde resultante do seu uso intensivo.







Comentou que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e que a viabilidade da agropecuária sem venenos pode ser comprovada pelos exemplos experimentados por países como França, Índia, China. Alertou para uso crescente do avião agrícola na região e as suas consequências para a saúde animal e humana. Esta prática, de acordo com Stédile, já é proibida em países europeus.

O coordenador do Nads, José Ozinaldo de Sena, falou sobre os desafios na academia em formar profissionais com essa visão, já que o enfoque é reducionista, privilegiando o modelo agropecuário convencional, com uso de adubos sintéticos e reguladores de crescimento, entre outros. Catarina Makiyama, do Proação UEM, mostrou-se preocupada com a questão e disse estar comprometida com a campanha. Informou, inclusive, que no dia 17, às 19h30, no bloco J-45, haverá um debate sobre os Direitos Humanos à Alimentação Adequada.
Também falaram Edson Pilatti, do Fórum Intermunicipal do Lixo e da Cidadania, Renato Bariani, do Conselho Municipal de Saúde de Maringá, padre Zenildo, coordenador regional do Caritas Paraná, Dominique Guhur, da Escola Milton Santos, e Carlos Cardoso, coordenador regional do MST.
Eles centraram as falas sobre a questão do veneno na mesa interessar a todos os cidadãos urbanos ou rurais; de que a agricultura industrial articula contra os interesses da sociedade, porque a obriga a consumir veneno para obter lucro; de que a questão não é técnica, mas econômica, na medida em que podem ser utilizados outros modelos de produção, como as com base ecológica; entre outros.

No evento foi distribuído material da campanha, que inclui o documentário O Veneno Está na Mesa, disponível link http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cartilha “O Olho do Consumidor”

A cartilha “O Olho do Consumidor” foi produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.Infelizmente, a multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve uma liminar em mandado de segurança que impediu sua distribuição. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério (o link está “vazio”).
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, estamos distribuindo eletronicamente a cartilha.
Se você concorda com esta ideia, continue a distribuição.
Profa. Dra. Rosa Wanda Diez Garcia
Pois bem… Sim, o [ LINK ] está vazio. Fazendo algumas pesquisas descobri o seguinte:
[ Monsanto esclarece boato de que teria suspenso campanha sobre orgânicos do Ministério da Agricultura ]
[ Sobre a Monsanto, o problema com a cartilha "O Olho do Consumidor", e as mentiras que circulam na internet... ]
Bem, não interessa se há ou não “mãos” da Monsanto na estória. O fato é que a cartilha não está mais disponível no site do Ministério da Agricultura.

Quer fazer o download da cartilha? Clique na imagem abaixo:

Eu fiz a minha parte. Faça a sua, compartilhe este [ link ] no Twitter, no Facebook, no Orkut… Passe a informação correta adiante.
Abraços!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

No dia 05 de outubro - Maringá terá Lançamento do Comitê Regional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida!

 O líder nacional do MST João Pedro Stédile estará em Maringá para o lançamento do Comitê e da Campanha Nacional.
 

Agende-se!


ATENÇÃO PARA O LOCAL:
Na Associação dos Funcionários da UEM Av. Colombo, 5790 - Bloco 06
AGROTÓXICO MATA!

 Foi a partir desse alerta que foi realizado o Seminário Nacional contra o uso dos Agrotóxicos, em setembro de 2010. Movimentos sociais, ambientalistas, organizações ligadas à área da saúde, pastorais sociais, estudantes e pesquisadores das universidades aprofundaram o debate sobre os agrotóxicos.






Daí nasceu a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, que tem a tarefa de articular comitês nos estados, envolver o maior número de organizações, produzir material de agitação, fazer formação e trabalho de base.
Diversos movimentos sociais, associações, ONGs e demais organizações têm promovido, Brasil afora, a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.
A campanha já foi lançada em 12 estados, em todas as regiões do país, com diferentes atividades: audiências públicas no parlamento, feiras de produtos da Reforma Agrária, distribuição de alimentos produzidos sem agrotóxicos, seminários de estudos e atos públicos de denúncia.
Em Maringá, representantes de diversos movimentos sociais como a Escola Milton Santos, o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná, o GAAMA - Grupo de Agroecologia de Maringá, Representantes do Conselho Municipal da Saúde de Maringá e do Núcleo de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável da UEM, realizaram nesta terça 27, reunião para constituir uma comissão de trabalho que buscará outros apoios para o para o lançamento do Comitê e da Campanha na Região Noroeste do Paraná em evento marcado para o dia 5 de outubro, às 19h30m, na Universidade Estadual de Maringá.
Além do lançamento do Cômitê e da Campanha na Região Noroeste do Paraná haverá também o lançamento do documentário “O Veneno está na mesa” que você já pode baixar no linck abaixo.
Além do anúncio de calendário de mobilização e atividades da campanha.
Campanha ganha força no país inteiro
Cleber folgado, coordenador da secretaria nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, informou que já há comitês em mais de 20 estados brasileiros. “Envolvem desde ambientalistas a militantes de movimentos sociais, estudantil e sindical, além de acadêmicos”.
Para ele, o sucesso da campanha depende da responsabilidade de cada militante construí-la. “Estamos trabalhando com a capacitação de profissionais como os da área da saúde, por exemplo, e vamos estruturar também uma área jurídica, pois é necessário brigarmos também no campo institucional”, afirmou. Nesse ponto, a primeira vitória foi a proibição, por lei municipal, de pulverização aérea de veneno em Vila Valéria-ES.
Em nível nacional, a campanha reúne entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Pequenos Agricultores (MAB), Fundação Oswaldo Cruz, entre outras. O SINPAF é um das entidades organizadoras no Distrito Federal.
Como assistir ao filme:
O documentário está disponível no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg).
Para obter o DVD, entre em contato com a coordenação da campanha pelo e-mail contraagrotoxicosdf@gmail.com